sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Lenda de Braga
Lenda do Gerês
A par desta lenda há outra que diz que as mulheres que não conseguem levar a gravidez a bom termo, dirigem-se para a ponte e esperam que passe o primeiro homem e pedem-lhe para batizar o feto que trazem no ventre. Havendo sucesso na gravidez, se nascer rapaz chamar-se-á Gervázio, se for rapariga terá o nome de Senhorinha.
Sobre o nome Mizarela, transcreve-se a seguinte justificação das “Memórias Paroquiais”, de 1758: “O Rio Mizarela ¹ que eu saiba tem duas pontes, uma a mesma de que toma o nome Mizarela, “corrupto vocábulo” que o seu próprio nome é a ponte MISERERE, cujo alcançou por meter terror aos que a passam saltam a primeira vez, assim por ser muito alta e de um só e bem antigo arco, como por ser estreita, e estar edificada em sítio medonho, onde as águas caindo do alto em penedos côncavos levantam fumaceiros no ar, a qual se acha no distrito do lugar de Cidroz ²…”.
¹) – Rio Mizarela ou Rio Rabagão.
Lendas de Ponte de Lima
Era uma vez um jovem e donairoso fidalgo, chamado D.Rui de Mendonça, muito estimado na Corte e em todos as poderosas famílias do Reino.El-Rei D.Manuel, o Venturoso, tinha-o por valido, sempre pronto a escutar-lhe a graça espirituosa dos ditos e a inteligência dos conceitos.E, quando o soberano decidiu ir de romagem ao túmulo do apóstolo Santiago, na galega Compostela, incluiu-o na comitiva, para disfrutar da sua presença gentil.O caminho escolhido por El-Rei para essa piedosa peregrinação atravessava Ponte de Lima, vila nobre e muito bela, debruçada sobre as águas preguiçosas do Lima.D. Manuel tinha, ali, alguns cavaleiros da sua Casa, senhores de vastas terras e antigos solares.Resolveu, por isso, aproveitar a hospitalidade de um deles para repousar, alguns dias, da fadiga da viagem.D.Rui seguiu-lhe o exemplo, visitando a parentela, pois, esta, espalhava-se, numerosa, pelos quatro cantos de Portugal.E toda ela lhe proporcionara festas, caçadas, passeios de barco pela limpidez serena do rio.Numa dessas festas, D.Rui travou conhecimento com D.Beatriz de Lima, descendente, pela mãe, de uma moira de Arzila, que recebera o nome de Madalena na pia baptismal.Por causa desta ascendência pagã, as velhas casas armoriadas da região recusavam-se a receber D.Beatriz com assídua intimidade, fazendo que ela, tão bonita e tão abastada, ainda permanecesse solteira.De mais a mais, murmurava-se que a mãe de Madalena era uma espécie de bruxa, dada a feitiços e encantamentos, e culpavam-na, até, de haver conseguido, mercê de mágicos filtros de amor, forçar o cavaleiro cristão a receber a filha por esposa, apesar das diferenças de raça e religião.Todavia, todos estes rumores desfavoráveis não impediram D.Rui de se enamorar de D.Beatriz, preso o coração pelos seus olhos profundos e cheios de sortilégio; pelos seus cabelos compridos, negros e sedosos, atributos sedutores das mulheres da Moirama.E ambos os jovens, nas escassa horas em que conviviam, não cessavam de trocar palavras ardentes e apaixonadas, bem como projectos de um futuro feliz.Terminando El-Rei o seu descanso, preparou-se para prosseguir o penoso caminho até Compostela. D.Rui teve que se lhe juntar ao séquito, embora com dorido pesar do seu coração enamorado. Com os olhos cintilantes de lágrimas, os dois jovens despediram-se, junto às margens enluaradas do Lima.Então, D.Beatriz pediu a D.Rui que, naquele último encontro, lhe jurasse amor eterno.- Juro!Confirmou D.Rui.- E és capaz de jurar por estas águas correntes?Perguntou D.Beatriz.- Juro! Amar-te-ei até que estas águas se esgotem para sempre.Tornou-lhe D.Rui, enquanto beijava, soluçante, a mão morena de D.Beatriz, com o peito já magoado de saudade.No dia seguinte à solenidade desta jura, D.Manuel abandonou Ponte de Lima com o brilho dos seus cavaleiros e equipagens. E ainda não havia decorrido um ano, soube-se, por todo o Reino, que D.Rui de Mendonça iria consorciar-se com uma dama da Corte, herdeira de um dos nomes mais distintos da nossa nobreza.Mas, a esta notícia, que tanta satisfação causou aos amigos e parentes do moço-fidalgo, logo outra se seguiu, espantosa e trágica.No dia da boda, D.Rui, ao entrar para a carruagem que o conduziria à igreja, levou, subitamente, a mão ao peito e, com um grito desesperado de dor, caiu morto!Logo no dia seguinte a esta morte misteriosa, que enlutou o Reino, começou a aparecer, espojando-se nas areias finas que ladeiam o Lima, um enorme galgo preto.De espaços a espaços, aquele animal desconhecido vai dessedentar-se nas águas plácidas do rio. E, se alguém procurar aproximar-se-lhe, o galgo preto corre à desfilada, ergue-se nos ares e esfuma-se para as bandas do mar.Afirma-se, na vila aterrorizada, que tal aparição é a alma do perjuro D.Rui de Mendonça, condenado, pela vingança de D.Beatriz, a passar duro castigo, até que o Lima cesse o seu percurso líquido e brando.Até para todo o sempre!
Lenda do Rio Lima
Era uma vez um rio.Nascera, sem pressa, entre espessas penhas, numa serra galega, e, sem pressa, foi descendo um vale ameno, bordado de salgueiros e veigas viridentes, avistado, débil pela distância, dos altos montes revestidos de pinheirais, e onde, nos cimos, se abrigavam o refúgio e a agressividade de velhos castros.Era azul e liso.Não tinha nome, ainda.O povo que lhe usava as águas, para a rega, a pesca e a sede, era rude, selvagem, mal sabendo talhar na pedra o machado da lenha; a faca lascada para dilacerar a rês, destinada ao fulgor das brasas; a ponta de lança para a defesa e o ataque contra a violência que lhe roubava o gado e lhe raptava a mulher.Pela calma do entardecer, a atingir de vermelho os céus do mar próximo, o pastor, recoberto de peles de feras, conduzia os rebanhos até às areias finas das margens, a beberem frescura na limpidez do rio, longa, longamente...Mas esta paz de paraíso não tardou a ser perturbada pelo passo duro e cadenciado do soldado estranho.A Roma imperial enviara as suas legiões aos campos agrestes da Ibérica, vencendo batalhas, edificando estradas lajeadas, as pontes, os aquedutos, as muralhas guerreiras, os templos para os deuses, os anfiteatros e as arenas para os prazeres da arte e do desporto.Elas invadiam, implicáveis, o bucolismo da paisagem doce, empunhando a agudeza da lança e o escudo de coiro lavrado, entre o arruído dos pesados carroções e o tropear febril dos cavalos.E, um dia, eis que o arreganho destas legiões chega junto á margem sul do rio de que vos falo, com seus pendões rubros, constelados de águias, sacudidos por uma brisa mansa,E estaca, rendido, deslumbrado!No arrebatamento da visão, toda a soldadesca excitada supõe estar diante daquele rio Lethes, o Rio do Esquecimento, um rio sem par de que lhe falavam as lendas e as narrativas do seu país.E do Esquecimento, porquê?Porque se dizia que quem ousasse atravessá-lo, enfeitiçado pela sua beleza, logo esqueceria a pátria, a família, o próprio nome.Tomado de pavor pelos avisos desta condenação, todo o exército se recusou a mergulhar, naquelas águas encantadas, a poeira das sandálias, obrigadas a calcar o vau da passagem que o levaria, sem perigo, á margem oposta.Em vão os comandantes lhe davam ordem de avançar.Em vão o chefe supremo, Décio Júnio Bruto, lhe ameaçou a desobediência com a prisão e a morte.Ninguém se movia dali, paralisado pela emoção e pelo medo.Mas Décio Júnio Bruto teve uma decisão feliz.Apeando-se do seu ginete, atravessou, lento, as águas feiticeiras, com o escudo a proteger-lhe a cabeça, a curta espada desembainhada na firmeza da mão.E, mal atingiu o areal da margem direita, vencendo o rumorejar do arvoredo, o gorjeio mavioso dos rouxinóis, começou a bradar pelos seus homens, hirtos, perfilados à sua frente, como estátuas estáticas, proferindo, de cada um deles, o nome exacto, sem revelar esforço de memória.Só desta forma convenceu os seus soldados que, afinal, o rio que lhes corria aos pés não era o Lethes do esquecimento, apesar da sua beleza, apesar do seu fascínio.Então, todo o exército atravessou, sem hesitar, as águas claras e brandas, e segui para novas paisagens, novos montes e vales, novos rios, embora nenhum deles tão deslumbrante.E aquele rio que, por um momento de paixão e de temor, fora baptizado de Lethes, continuou a correr, sem pressa, té ao desenlace da foz.O rio tem, hoje, o nome de Lima.E, tal como outrora, ei-lo que fascina, pela sua beleza, quem dele se abeira, lhe escuta o leve fluir, já ladeado, agora, pela riqueza e nobreza das igrejas e santuários milagreiros; pelos escuros solares armoriados e a brancura alegre dos casais; pelo bulício de antigas povoações com suas elegantes pontes arqueadas sobre barcos pesqueiros; e, por todo o horizonte, as torres, os pelourinhos, as cruzes...Rio do Esquecimento?Não.Rio da Lembrança.Lembrança viva destas terras amoráveis, por onde desliza e que parece beijar.
Lendas de Barcelos
Num dia de grande tempestade, um barco vindo da Flandres naufragou na costa de Esposende, perto de Barcelos. Quando as mulheres acorreram à praia para recolher os despojos, Luisinha encontrou enterrado na areia um pedaço de madeira que tinha um calor estranho e exalava um exótico perfume. Chegada a casa lançou o bocado de madeira ao fogo e algo de extraordinário aconteceu: a casa encheu-se de uma claridade estranha e no solo de terra batida ficou desenhada uma cruz luminosa. Por mais que se escavasse a terra naquele local onde a cruz luminosa se projectava, a cova voltava a encher-se de terra. A notícia do milagre correu por toda a cidade e a casa do sapateiro passou a ser um local de peregrinação. Apenas o fidalgo, D. Pedro Martins não acreditou e acusou o sapateiro e a filha de embusteiros e bruxos, afirmando que os dois deveriam ser atirados à fogueira. Estas acusações ganharam cada vez mais adeptos que acompanharam D. Pedro Martins até à porta do sapateiro e, quando este se preparava para o acusar injustamente invocando o nome de Deus, a mesma cruz luminosa apareceu. O fidalgo caiu humildemente de joelhos e pediu perdão a Deus, depois ordens para que começasse a construir um templo em acção de graças pelo milagre. Diz a lenda que as marcas das mãos do sapateiro desapareceram-lhe do rosto naquele mesmo momento. Foi este milagre que deu origem a uma ermida anterior à actual igreja e também à famosa romaria da Feira das Cruzes de Barcelos.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Gastronomia Minhota
Receitas de Braga

Sopa: Caldo Verde
Ingredientes:
- 1/2 kg de batata,
- couve portuguesa ou galega,
- azeite,
- sal e água q.b.
Fazem-se as folhas das couves num rolo, apertam-se na mão e cortam-se em fios finos.Lavam-se em várias águas frias até a última água não ficar esverdeada. Descascam-se as batatas e leva-se a cozer em água, temperada com sal. Depois de cozidas passam-se pela varinha mágica, junta-se o azeite, deixa-se levantar fervura e à hora de servir deita-se a couve. Coze-se em lume forte, com a panela destapada para a couve ficar verde, retira-se do lume pouco depois de levantar fervura, pode ser servido com umas rodelas de chouriço.
Prato Principal: Bacalhau á Moda de Braga
Ingredientes:
- 1/2 kg de batatinhas
- 3 dl de azeite
- 3 dentes de alho
- 1 folha de louro
- 2 cebolas
- 4 postas de bacalhau demolhadas
- 1 colher (sopa) de salsa picada,
- Sal q.b.
Preparação:
Lave as batatas e coza-as com a pele, em água temperada com sal. Depois de cozidas, escorra-as e pele-as.Deite 1 dl de azeite num tabuleiro e distribua os dentes de alho descascados, o louro, uma cebola cortada em rodelas e, por cima, as postas de bacalhau.Disponha as batatas em volta do bacalhau e, sobre este, coloque a restante cebola, também cortada às rodelas. Regue com o azeite que sobrou e leve ao forno, aquecido a 190ºc, durante 40 minutos. De vez em quando, regue o assado com o proprio azeite. Retire do lume, polvilhe com a salsa e sirva!
Sobremesa: Bolo de Braga
Ingredientes:
- 300 g de açúcar
- 250 g de margarina
- 2 dl de leite
- 1 dl de cerveja
- 200 g de farinha
- 2 colheres de sobremesa de canela
- 2 colheres de café de fermento
- nozes picadas q.b.
Preparação:
Bate-se o açúcar com a margarina. Junta-se o leite, a cerveja, a farinha, a canela e as nozes e mistura-se tudo muito bem. Junta-se o fermento e continua-se a bater um pouco mais.Coloca-se o preparado numa forma bem untada e polvilhada com farinha.Leva-se a cozer em forno bem quente durante cerca de 45 minutos.
Receitas de Ponte de Lima
Sopa:Sopa de Feijão Verde
Ingredientes:
- 350g de batatas
- 200g de feijão verde
- 2 cebolas
- 1 tomate maduro
- 3 colheres de sopa de azeite
- 1l de caldo de carne
- 2dl de natas
- 1 gema
- sal e pimenta q.b.
Aloure as cecbolas picadas no azeite. Adicione o caldo de carne e junte as batatas partidas aos cubos e o tomate sem pele nem sementes.Depois de tudo cozido, passe pela varinha mágica e junte o feijão verde. Tempere com sal e pimenta, e deixe cozer com o tacho destapado durante 10 minutos.Na altura de servir, desfaça a gema nas natas e misture à sopa com cuidado.
Prato Principal: Arroz de Sarrabulho de Ponte de Lima
Ingredientes:

- 1/2 kg de carne de vaca (ganso redondo)
- 1/2 kg de galinha gorda
- 1/2 kg de costelas de porco
- 1/2 osso do suão fresco
- 150 g de chouriço de carne
- 1/2 coração de porco1 kg de arroz
- 1/4 l de sangue de porco com um pouco de vinagre (para não coagular)
- 1 cravinho
- 1 folha de lourosumo de limão
- sal, pimenta, noz-moscada, cominhos q.b.
Num tacho colocam-se as carnes todas a ferver em cerca de 3 litros de água fria, junta-se uma folha de louro, um cravinho, noz-moscada, sal e pimenta a gosto. Deixa-se cozer muito bem as carnes, retirando-se a espuma que se forma à superfície. Quando as carnes estiverem cozidas retiram-se do lume e desfiam-se depois de arrefecerem.Retira-se a gordura em excesso da calda de cozer as carnes, rectificam-se os temperos e deixa-se levantar fervura acrescentando a água necessária.Junta-se o arroz e a meio da cozedura juntam-se as carnes desfiadas e o sangue liquefeito. Deixa-se ferver em lume brando até o arroz estar cozido.Por fim junta-se ao arroz o sumo de limão, o cravinho e os cominhos em pó.
Sobremesa: Doce de Ovos
- 250 g de açucar branco
- 10 gemas
- 1 colher (café) de raspas da casca de limão
Preparação:
Deite o açucar num tacho. Cubra com água e leve ao lume. Deixe ferver até obter uma calda em ponto de pasta. Aromatize com raspas de limão e retire do lume. deixe amornar e junte as gemas levemente batidas.Leve de novo ao lume, mexendo sempre com um batedor de varas, para evitar que o doce pegue ao fundo do tacho ou talhe. Deixe arrefecer antes de servir.
Receitas de Barcelos
- 1 galinha (caseira) com cerca de 1,5 Kg
- 1,7 l de água
- 5 gr de sal
- 100 gr de pevide
Preparação:
Prato Principal: Papas de Sarrabulho á Moda de Barcelos
Ingredientes:
- 1 perna de galinha
- 300g de carne de vaca
- 100g de chouriço ou salpicão
- 1 osso de porco
- 125g de pão de trigo
- 250g de sangue de porco cozido
- 2l de água
- sal, pimenta e cominhos q.b.
Preparação:
Tempere o osso de porco na véspera com bastante sal.Lave muito bem o osso e ponha-o a cozer em água, juntamente com a carne de vaca, a perna de galinha, o presunto e o salpicão. Deixe cozer tudo muito bem. À medida que as carnes forem cozendo retire-as.Por fim, coe o caldo de cozer as carnes. Desfie as carnes, corte o pão em pedacinhos pequenos e esfarele o sangue.Leve o caldo ao lume e quando começar a ferver junte as carnes desfiadas e o pão, mexendo sempre com uma colher de pau.Adicione de seguida o sangue, deixe ferver durante alguns minutos e retire do lume.Tempere com sal, pimenta e cominhos.
Sobremesa:Cavacas de romaria
Ingredientes:- ½ litro de claras de ovos (de 8 a 12 ovos,dependendo do tamanho dos ovos)
- 3 ovos
- 50 ml de azeite (ou óleo)
- 1 pitada de sal
- 500 g de farinha de trigo (peneirada)
- 2 xícaras (chá) de açúcar
- 1 xícara (chá) de água
Receitas do Gerês
Sopa: Sopa de Castanha
Ingredientes:
- 500g de castanhas
- 3 batatas
- 1 cebola
- 1 chávena de leite
- sal
Preparação:
Prato Principal: Cabrito ou Anho Assado
Ingredientes:
_ 1 cabrito pequeno;
_ 4 dentes de alho;
_ 1 cebola;
_ salsa;
_ 2 dl de vinagre de vinho verde tinto;
_ 3 colheres de sopa de sal grosso;
_ 4 colheres de sopa de banha;
_ 1 colher de sopa de colorau;
_ 1 colher de chá de pimenta;
_ 200 g de toucinho;
Para o arroz:
_ 1 kg de arroz;
_ 300 g de presunto, gordo;
_ os miúdos do cabrito;
_ 1 chouriço de carne;
_ 1 colher de chá de açafrão;
_ 2 cebolas;
_ salsa;
_ louro;
_ 2 colheres de sopa de banha
Esfrega-se o cabrito com esta papa e deixa-se ficar assim até ao dia seguinte.
No dia de se assar, fazem-se vários golpes no cabrito e introduzem-se nesses golpes tirinhas de toucinho. Atam-se as patas da frente às de trás e barra-se com a banha.
Põe-se o cabrito sobre uma grelha de paus de loureiro armada na boca do alguidar do arroz e leva-se a assar no forno (de preferência em forno de lenha de cozer pão). Deixa-se assar o cabrito, primeiro de um lado durante 1 hora, e depois do outro lado durante o mesmo tempo.
Faz-se um refogado pouco apurado com uma cebola e a banha. Junta-se a este refogado água, o presunto, os miúdos do cabrito e o chouriço de carne. Deixa-se cozer.
Introduz-se o açafrão no forno, embrulhado num papel para torrar ligeiramente. Mede-se o arroz, lava-se e enxuga-se.
Retiram-se as carnes e mede-se o caldo, duas vezes o volume do arroz, que se deita num alguidar de barro característico (em forma de chapéu). Junta-se ao caldo uma cebola cortada ás rodelas, o açafrão, um ramo de salsa, um ramo de salsa, uma folha de louro e o arroz. Este coze no forno ao mesmo tempo que se assa o cabrito.Serve-se o arroz numa travessa contornado pelas rodelas de chouriço, tirinhas de presunto e os miúdos cortados aos bocados.Noutra travessa, coloca-se o cabrito inteiro e enfeita-se com raminhos de agriões.
- 1 l leite
- 6 gemas (preferencialmente de ovos caseiros)
- 7 col. sopa açúcar
- 4 col. sopa de farinha de trigo sem fermento
- 1 casca de limão
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Barcelos_ Márcio
Olá visitantes do blog!Sou o Márcio, como já foi referido anteriormente o meu trabalho que será realizado no âmbito da disciplina de Área de Projecto é sobre a cidade de Barcelos.
Este munícipio alberga diversos edifícios históricos ( Paço dos Condes de Barcelos do séc.XV, Igreja do Bom Jesus das Cruzes de 1505, Pelourinho de estilo gótico,...); gastronomia única (vitela à moda de barcelos,...); uma população numerosa (20.625 habitantes) que mantem e transmitem tradições; lendas marcantes; capital da cerâmica e da olaria.
O facto da sua história se ter iniciado (segundo arquivos arqueológicos) no séc.V e VI a.C. remontanos para uma ideia da riqueza histórica e cultural de barcelos.
Para os mais festeiros, Barcelos possui grandiosas festas e romarias populares ( Festa das Cruzes,...)
E para terminar a sua imagem de marca o internacionalmente conhecida Galo de Barcelos (
que é também símbolo de Portugal).
Por estas razões e por muitas mais venham conhecer Barcelos.
Braga_ Joana
Olá amiguitos...Eu sou a Joana e vou realizar um trabalho sobre a nossa linda cidade de Braga.
Braga é das mais antigas cidades portuguesas e uma das cidades cristãs mais antigas do mundo; fundada no tempo dos romanos como Bracara Augusta. É uma cidade cheia de cultura e tradições, onde a História e Religião vivem lado a lado.
Como no resto do Minho, Braga, tem uma Gastronomia riquíssima. O Bacalhau assume-se como um prato de peixe favorito, entre outros como, as Papas de Sarrabulho e rojões, as frigideiras do Cantinho ou da Sé...
Além da Gastronomia, esta cidade, apresenta um vasto património religioso, a Sé de Braga, o Bom Jesus e o Sameiro são os mais conhecidos.
Por toda esta beleza, convido-vos a visitar esta fantástica cidade, onde podemos encontrar diversos espaços de lazer e muita beleza natural.
Conto convosco...
Curiosidades:
- A reconhecida História da Sé de Braga deu origem a uma expressão popular, em Portugal e em todo o mundo de fala portuguesa, para definir antiguidade: mais velho que a Sé de Braga.
- A expressão "És de Braga", refere-se a quando alguém deixa uma porta aberta. A sua origem deve-se ao facto de o Arco da Porta Nova, entrada da cidade de Braga, ter sido o primeiro em Portugal deste tipo a ser construído sem portão.